2 de junho de 2007

Duas metades

Descobrimos a metade que nos faltava. Não conseguimos aguentar se não a podemos ter por perto e não vamos descansar enquanto não a podermos ter só para nós.

Que vida sem o resto?

A única coisa que posso levar é a lembrança de ti, do que foste comigo,
Obrigada por teres saltado o muro. Não estragues a relva, dá de vez em quando alguma água às flores e aproveita a sombra das árvores. Gosto de te ter por cá.
Estás a ganhar raízes num lugar que passará a ser sempre teu, mesmo depois de te teres ido embora. É a tua marca que fica, os contornos que a marca cá deixa vão ser desenhados por ti.
Ao abrirmos esta porta peço-te apenas que de cada vez que me digas “adeus”, o faças lembrando que virá um dia que é mesmo o da despedida.
Para que possamos até lá, sem pressa nem mágoa, plantar as nossas flores num só jardim sem muros, onde voltaremos sempre que quisermos.
Aceitaremos a despedida com o que isso implica de partida sem regresso marcado.
É nesta despedida que se define a exacta medida da distância que nos irá separar. Não faremos promessas gastas de que não há despedida, de que só há um “Até já”. Não tentaremos iludir o sofrimento que nos causará a lembrança de um tempo distante, que é o de hoje.
A lápide diria: Até já. Voltaremos a encontrar-nos no brilho das estrelas. Até lá, guardo a tua fotografia numa linda caixa de tartaruga.

29 de maio de 2007

De ti para mim

Pára! Sabes onde estás? Que chão pisas? Porque o pisas? Como chegaste até aqui?
Olha à tua volta! Reconheces o que vês? Era isto que vias lá de trás? É isto que vês lá para a frente?
Fecha os olhos e repete todas as respostas! Consegues mesmo ouvir-te? Consegues compreender as respostas que deste? Consegues convencer-te do que estás a dizer?
Abre os olhos de novo! Qual é então o caminho? Que direcção escolhes afinal?
Espera! Podemos seguir juntos?

24 de maio de 2007

Volcano

don't hold yourself like that you'll hurt your knees
i kissed your mouth and back that's all i need
don't build your world around volcanoes melt you down
what i am to you is not real
what i am to you you do not need
what i am to you is not what you mean to me
you give me miles and miles of mountains
and i'll ask for the sea
don't throw yourself like that in front of me
i kissed your mouth your back is that all you need?
don't drag my love around volcanoes melt me down
what i am to you is not real
what i am to you you do not need
what i am to you is not what you mean to me
you give me miles and miles of mountains
and i'll ask for the sea
what i give to you is just what i'm going through
this is nothing new no no just another phase of finding
what i really need is what makes me bleed
and like a new disease she's still too young to treat
volcanoes melt me down
she's still too young
i kissed your mouth
you do not need me

Ontem estive assim

Acordei a dormir e passei o dia a dormir acordado. Ri quando queria chorar, comi e bebi sem fome nem sede. Baixei os olhos sempre que me apeteceu olhar para cima e sorri às nuvens quando precisei da luz do sol.
Quando precisava de me sentar e ficar sozinho levantei-me da cadeira e procurei gente com quem falar. Quis gritar e limitei-me a sussurrar.
Quis imaginar-te a meu lado e só me lembrei do passado. Quis dizer que te amo e cerrei os dentes. Queria-te perto e despedi-me de ti.
Falei quando queria silêncio e chorei quando o silêncio finalmente chegou.

11 de maio de 2007

Sunshine at the sunset

You are my sunshine, my only sunshine
You make me happy when skies are gray
You'll never know dear, how much I love you
Please don't take my sunshine away

The other night dear, as I lay sleeping
I dreamed I held you in my arms
But when I awoke, dear, I was mistaken
So I hung my head and I cried.

You are my sunshine, my only sunshine
You make me happy when skies are gray
You'll never know dear, how much I love you
Please don't take my sunshine away

I'll always love you and make you happy,
If you will only say the same.
But if you leave me and love another,
You'll regret it all some day:

You are my sunshine, my only sunshine
You make me happy when skies are gray
You'll never know dear, how much I love you
Please don't take my sunshine away

You told me once, dear, you really loved me
And no one else could come between.
But not you've left me and love another;
You have shattered all of my dreams:

You are my sunshine, my only sunshine
You make me happy when skies are gray
You'll never know dear, how much I love you
Please don't take my sunshine away

In all my dreams, dear, you seem to leave me
When I awake my poor heart pains.
So when you come back and make me happy
I'll forgive you dear, I'll take all the blame.

You are my sunshine, my only sunshine
You make me happy when skies are gray
You'll never know dear, how much I love you
Please don't take my sunshine away

2 de maio de 2007

A tua foto

Se a minha vida fosse um álbum de fotografias tu serias uma daquelas fotos pequeninas. Haveria fotos de todos os tamanhos, com muita gente, com muitas cores, mas tu serias a mais pequenina. Só a tua cara num pequeno quadrado, com um fundo claro, sorrindo tranquilamente. Aparecerias numa das primeiras páginas e repetir-te-ias quantas vezes quisesses. No canto, como os números, a lembrar-me que as páginas se foram virando e que há ainda outras por virar.

27 de abril de 2007

A despropósito de cinema...

O filme "Quatro quartos" é uma das melhores comédias de sempre. A história do 3º quarto, realizada por Robert Rodriguez, é a melhor de todas. Fica aqui um cheirinho!

23 de abril de 2007

Palmiers e tartarugas

Tenho que começar a escrita neste blog com um primeiro post engraçado, que divirta quem o lê e que tenha alguma ligação com aquela introdução do título. Já sei: vou criar uma fábula com palmiers e tartarugas.
Vai haver uma tartaruga a despir a carapaça. E dois palmiers, um com capa e outro simples, a conversarem um com o outro. E no fim acontece qualquer coisa suficientemente ridícula para as pessoas se rirem mas que dê para encontrar uma moral da história das tartarugas e dos palmiers.
É pá, mas uma fábula não é uma coisa muito fácil de fazer. E se calhar até não tinha assim muita graça. As pessoas ainda se fartavam de ler uma coisa tão grande e nunca mais liam nada do que aqui se vai escrever. E ainda por cima acabava a fazer figura de palmier com capa.
Não, isto tem mesmo que ser uma coisa fácil de ler. E simples, como o palmier sem capa.